| A indiferença |
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| Crônicas - Crônicas |
Escrito por Divã do Masini |
Qua, 25 de Fevereiro de 2009 08:59 |
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Recentemente participei de (mais) uma reunião. O homem à frente falava/ensina com destreza. Nós, o público, apenas o ouvíamos, mais uma vez. Em alguns momentos o homem "beliscava" nossas mentes. Instigava. Que nada! Silêncio total. Uma ou outra participação inibida.
Deixei o local com uma questão antiga: O que provoca indiferença nas pessoas que formam as organizações empresarias, de classes, familiares ou religiosas? Há perigo no silêncio. É alto o custo do "tô nem aí". Seja para qualquer uma das instituições acima citadas e mesmo para a carreira profissional. A indiferença instala-se no corpo e na mente do individuo. Provoca vazio, náuseas. Alguns profissionais têm repulsa a ela e chegam a sentir dor no peito. Os olhos, antes voltados para o horizonte, começam a mirar os próprios sapatos. O "deixar pra lá", o "aqui sempre foi assim" o fazer o tal "arroz com feijão" começa a ser a melhor alternativa para mais um dia de trabalho looongoooo. O vírus da indiferença mata a paixão, a vontade, o tesão profissional. Uma liderança baseada em poder desmedido, desenfreado e antiético causa repulsa. Eis aí onde nasce a indiferença. O interlocutor passa apenas a ouvir, não a escutar. Pra ele não faz mais diferença opinar, participar, fazer um projeto novo, se não nada é mais valorizado, se seus trabalhos não recebem importância, menção, e, pior, se só os erros, os problemas e as divergências são observados. O relacionamento interpessoal é uma das inúmeras variáveis que interferem na produtividade, na comunicação, na construção da confiança e na cooperação entre as pessoas gerando conseqüências negativas nos resultados organizacionais. Foi-se o tempo de acabar com a máxima: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Chegou a hora de partilhar bons resultados, bons trabalhos, boas idéias. Alertai para o tipo de cartas que tem sido tirado de suas "mangas", senhores gestores. Pausa para um longo parênteses: (Sim, chega uma hora que o líder deve decidir, por isso ele está à frente. E aí entra a hora dos "dirigidos" entenderem a tomada de decisão. Lembre-se, nem tudo na vida é só direito. Há deveres também). Eu me referi a cartas e mangas acima. Objetos que me fazem lembrar o mágico. A magia, nesse caso, está em promover a diferença, ou melhor, estimular e valorizar atos e quem faz a diferença. A indiferença trás prejuízos individuais, coletivos e empresariais. Às vezes em curto prazo, às vezes em médio, às vezes em longo. Ambos , indiferença e prejuízos, chegam de mansinho e mirram o que você tem de mais precioso: a vontade de fazer. Mas a vacina para este vírus está no mesmo lugar de onde ele saiu, ou seja, do agente transmissor. No caso, da direção, do gestor, da chefia, da liderança. Estejam, portanto, senhores e senhoras, atentos com os bons valores empresariais de seus comandados, de sua equipe. E valorize, estimulo, sempre, o relacionamento interpessoal. Essa é sua maior responsabilidade. PS. Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 12 de Março de 2009 16:31 |

